Há alguns anos, frequentávamos uma praia chamada Itapoá. Pouco movimentada, tudo para crescer, linda, imensa, areias brancas, mar azul!

Tínhamos uma propriedade por lá, e todas as manhãs, após o café, íamos procurar iscas, camarões ou retirar das areias os “corruptos”, uns bichinhos adorados pelos peixinhos que íamos em busca para o almoço ou jantar.

Preparávamos as varas de pesca, molinetes, boné, cadeira de praia, guarda-sol, aquelas parafernálias próprias dos pescadores amadores.

Era uma festa todos os dias.

Chamávamos os vizinhos Dona Yone e Sr. Dino, dois idosos gentis e alegres, e lá íamos até a beira-mar, escolher um bom lugar para colocar os apetrechos e começar a divertida tarefa de fisgar um robalinho ou pescada.

Ali estavam o Flávio, a Marísia, Sérgio e Joseli, as 5 crianças, Ademar e Estela e pasmem, a Filó.

As crianças divertidas, corriam pela areia e pulavam cada ondinha que se aproximava, rindo a cada tombo que levavam.

A algazarra incomodava a cadelinha pequenina, engraçadinha, muito esperta da Estela. Filó era seu nome.

Era zangadinha, latia a cada movimento da meninada, brejeira, sapeca, mas, como latia aquela menina!

Essas cenas ocorriam todos os dias na temporada de férias... que saudade daqueles tempos, nossa, quando se era feliz e não nos dávamos conta disso.

À tarde, eram as partidas de vôlei no terreno ao lado, quantas brincadeiras saudáveis e gargalhadas!

Quando nas noites fulgurantes e o céu salpicado de estrelas, junto à churrasqueira, ao redor da mesa improvisada com tábuas e cavaletes, ficávamos a bebericar uma cervejinha gelada, mordiscando iscas de peixes, fatias de pizza, ou casquinhas de siri... hummmm!

Mas, a cada movimento brusco, a cada pessoa que adentrava, ciumenta, lá estava a Filó... que danadinha, irrequieta... e... latindo!

Tudo passa na vida.

Mudam as cenas, as pessoas, os locais, mas há a certeza que tudo que passou deixou em cada um de nós uma saudade, recordações e recordações, quer seja num amanhecer ou num anoitecer, as nossas meninas caninas, Tyffany, Kika, Baby, Mila, Filó, concretizaram a perfeita relação que cingiu os corações com a perfeita convivência, entre os homens e eles, os caninos.

Permiti ó forças cósmicas, que como na sonoridade das cordas das harpas dos anjos, em nós não se apague nenhuma lembrança, quer na sublime ventura da contemplação das preces, quer nas doçuras que encantaram nosso viver!

Psiu Filó... Psiuuuuuuu!!!

 

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Fale com a autora:  lyzcorrea@hotmail.com


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