Tenho em mim uma saudade
tão grande, daqueles dias
em que ainda sonolenta
ficava, ao acordar.

Tenho saudade da minha criancice
dos dias na casa dos meus pais
onde as tarefas eram divididas.
Um dia papai fazia nosso mingau
no outro fazíamos o café.

Nem faz tanto tempo no inverno,
o fogão a lenha recebia pequenos
cavacos de lenha que ardiam
e até o bolo de fubá assava!

Quem diria serem os adolescentes
incapazes de proverem uma mesa
com alguns quitutes
feitos com criatividade?

Era a parceria familiar
oferecendo responsabilidades a todos
preparando para o futuro
todos seus membros

Bem digo a casa dos meus pais
pois nela vivenciamos os aprendizados
necessários para que pudéssemos
enfrentar o mundo com dignidade,

competência, responsabilidade e
muito amor!

Só tenho a recordar momentos
de alegrias nos dias festivos
da sanfona do seu Lourival,
do reco-reco do meu pai.

Só tenho a recordar
os churrascos quando dos aniversários,
dos cuques de farofa na manteiga
que a tia Ana trazia
do barril de chope que os vizinhos
ajudavam a esvaziar.
Que saudades dos bailes improvisados
na sala de jantar,
onde aprendemos a dançar!

Que saudades de alguns natais
quando meu padrinho André
com sua voz de baixo profundo
fazia dueto comigo
nas belas músicas líricas
que sabíamos cantar.

Quanta saudade
o tempo não volta mais
porém,
gostoso é ter do que
recordar!

Quando chegava a madrugada
os telhados e as ruas eram
iluminadas pela luz da Lua
toda prateada, lá no céu!

E, mais uma noite se ia
com os amigos fazendo
serenatas, debaixo das janelas
das casas da minha rua
Lamenha Lins.

 

 


 


 

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Fale com a autora:  lyzcorrea@hotmail.com


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