Para que fatos do passado possam ser compreendidos e analisados com racionalidade no presente, devemos voltar no tempo, ouvindo relatados das pessoas, que, viveram uma determinada fase da história, ou, são testemunhas por relatos dos antepassados, depoimentos não manipulados, tendo ainda reforço de fotos antigas, panfletos, livros, jornais não tendenciosos ou neutros, que escondidos nas prateleiras, revelaram as verdadeiras intenções dos revolucionários.

Os protagonistas quer individuais, grupos, ou de sistemas, por causas variadas, obtiveram vitórias em seus objetivos, quer pela eloquência dos líderes, táticas que falseavam as verdadeiras intenções, mudaram não apenas pessoas mas uma sociedade inteira, caso do nazismo, que, escondeu do povo suas intenções de exterminar inimigos ou pretensos opositores, utilizando táticas bem estruturadas, levando uma população inteira a apoiar suas idéias, sua movimentação e crescimento, até a nível mundial.

Assim, podemos relatar quando Hitler, na década de 30, invadiu terras de seus vizinhos, fazendo vistas grossas americanos e ingleses, que temiam o comunismo soviético.

Na década de cinquenta, as nações do mundo tentavam adaptar-se às mudanças que ocorriam, face o término da Segunda Guerra Mundial em 1945, violenta, sanguinária, destruidora e brutal.

Historiadores descrevem ser essas guerra na realidade, um desdobramento da Primeira, quando a Alemanha sofreu punições severas acordadas pelo Tratado de Versalhes, onde deveria pagar caras indenizações, ceder territórios importantes, além de não fabricar armamentos, quer dizer, não investir no militarismo da nação.

Com essas penalidades, houve colapso econômico, desemprego em massa, aliados a fatores usados por nazistas, que fortaleceram Hitler e suas idéias expansionistas e de perseguição aos judeus, ou para ele, raças não puras.

Acrescente-se que, algumas nações não viam com bons olhos as intenções alemãs, em obter matéria prima além suas fronteiras, podendo ampliar a outros países do mundo.

O que era praticado em alguns países, eram planos audaciosos e arbitrários, até violentos, para cercear liberdades de pensar, de ser, não em favor da coletividade mas das ideologias.

Assim, surgiram os regimes totalitários, mais pela ignorância, falsas promessas, que levou populações inteiras a oferecer apoio e até fidelidade, recebendo depois abusos de poder, falsas ajudas de sobrevivência, que mantém a miséria moral e física, assim como testemunhamos ocorrer na atualidade, inclusive por aqui.

Com todo exposto, vamos voltar nossos olhos para a Alemanha, que em 39 invade a Polônia, abrindo caminho para chegar ao porto de Gdanski, irritando franceses e ingleses, que declaram guerra a esse país.

Alemanha consegue importantes vitórias em territórios europeus, instalando-se na África. Isso tudo chama a atenção e preocupação de líderes mundiais.

Ocorre o ataque do Japão a bases americanas de Pearl Harbor, e, estes, entram na guerra, impedindo avanços nazistas na Europa e África, culminando com o lançamento da bomba atômica em Nagazaki e Hiroshima, encerrando em 1945 um dos maiores flagelos que a Humanidade passou, onde prisioneiros eram empilhados nos campos de concentração e sacrificados nos fornos crematórios.

O Brasil com seus militares atua na Itália, centenas perderam a vida, e, os que retornaram, foram e são, considerados heróis.

Diante o dito, recordo à década de cinquenta, quando meus pais receberam a informação de que, um casal que fora prisioneiro de guerra, procurava residência no bairro.

Eram eles, Sr. Cláudio Todisco, italiano, mas residente na França, lutou por esse pais, e, Kátia, da Rússia. Conheceram-se quando aprisionados pelos alemães num campo de concentração, fugindo após meses de sofrimentos, antes da guerra findar.

Deduziram que alguém ajudou nessa ousada aventura, que poderia ter final dramático. À noite caminhavam longe de estradas e durante o dia, escondiam-se em túneis e buracos. Após passarem fome, frio, cansados e assustados, foram resgatados por soldados aliados.

Felizmente, esse episódio triste da nossa história que dizimou milhões de vidas, finda em 1945!

Nos anos de amizade entre o casal e suas filhas, meus pais e nós, notava-se -se que evitavam conversas sobre o que passaram, mesmo com suas filhas, nada comentavam.

Daí, vê-se o que ações determinadas por dirigentes paranóicos ou com outros comportamentos doentios fazem na vida das pessoas, deixando sequelas irreparáveis.

Não gostavam dos fogos de artifícios, migalhas de pão no chão, porque muito sutilmente disseram certa vez que, lambiam o chão após os guardas nazistas alimentarem-se.

Jamais poderemos imaginar que nossos filhos ou netos possam passar por algo assim!

Sr. Cláudio era músico de orquestra, professor e maestro.

Como aqui veio parar?

Participante de um concurso mundial de acordeonistas de elite, a premiação era visitar Curitiba, divulgando uma empresa de cosméticos.

Apaixonou-se pela cidade, trouxe a esposa com a promessa que posteriormente, a sogra, então funcionária pública na Ucrânia, também viesse.

Isso nunca aconteceu. Não conseguiram liberação pelo governo soviético.

Sr. Cláudio passou a dar aulas como professor de acordeom, à época, instrumento mais usado pelas famílias para que seus filhos aprendessem um instrumento musical, concorrente do piano.

Após anos de sucesso entre nós, contratado por uma rádio local para apresentações de auditório e em restaurantes, num acidente falece nosso amigo, mas, a família jamais pensou em abandonar o Brasil.

Aqui encontraram tranquilidade, tiveram mais uma filha, e essa terra que adotaram como Pátria, diziam, esperavam jamais passar pelo que seu povo vivenciou.

Assim, os poderosos cujo povo ajoelha-se sorrindo e até abençoando, não pensam numa derrocada, porque mesmo trucidando nas brumas sangrentas dos povos, almejam glórias, poderes, esplendores.

No flagelo horrendo e calamidades dos campos tétricos das batalhas, não vê-se lágrimas dos guerreiros nem dos órfãos sem família, sem teto, sem, paz.

Porém, guerras chegam ao fim. A vida redime e trás luminosidades não das bombas e canhões, mas da faixa brilhante do anunciar ao mundo que há nova era, de amor, de fé, de paz.

Agora, nos horizontes de todas as Nações, esperemos que purpurinas circundem aquele azul celestial, despontem auroras e sinfonias coloridas, não mais o cheiro da morte, mas perfumes de todas as flores dos roseirais!!!

 

 

Música: Edelweiss por Andre Rieu

 

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Pelo EnvioWebaguia

 

Fale com a autora:  lyzcorrea@hotmail.com


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