Tinha receios em levar minhas duas queridas netinhas juntas, para a fazenda da mana. Isso porque são ativas, levadas e muitas vezes o que uma quer num instante, a outra também quer.

Nesses instantes surgem uns desentendimentos, mas, que são rápidos, com bom desfecho, uma pedindo desculpas para a outra.

Nas fotos que verão a seguir, deduzirão o que é para uma criança que vive nas cidades, estar em contato com a terra mesmo que suja, com o estrume dos animais, com o passar as mãozinhas no pelo duro ou macio de alguns, com o vento batendo em seus cabelos rebeldes, deixando-os esvoaçantes, que elas adoram.

Observa-se que mesmo quem apresenta receios em aproximar-se de um animal de porte maior como o cavalo, logo perde esse medo. Lá existe um certo número de pôneis, dóceis e lindinhos, umas gracinhas. Porém, um menor, marrom bem escuro é mais exaltado, vi dar uns coices em seus vizinhos quando no coxo da alimentação.

Bom seria se a maioria das crianças pudessem ser levadas pelos pais, avós ou parentes, até um sítio, fazenda, e ficassem próximas das aves também.

Um fato que levou-nos a dar boas risadas foi em relação a um casal de perus e um galo que convivem no terreiro, mas, vivem num atrito constante.

O peru e o galo ao se verem já partem para a briga. O galo eriça suas penas ao redor do pescoço e o peru arma–se, ambos usam as defesas, o galo com as esporas ataca. A perua sai de banda.

OS BRIGÕES E O CÃO JUIZ

Mas, quando estão no corpo a corpo, eis que surge o cão da casa que a cada desentendimento das aves, corre, pula a cerca e põe-se entre os dois brigões.

Eu até fiquei a imaginar que o galo é apaixonado pela perua e quer namorá-la, ou, ele pode ser o Ricardão do terreiro e vejam se o peru quer ficar com certos apelidos pejorativos por lá!!!

A vida dos nossos irmãos que dizem são irracionais, é algo de mais lindo que possa existir. Temos de ter a sensibilidade de observá-los, vê-los como seres que pensam, sofrem, sensibilizam-se, amam, odeiam, tudo como nós humanos.

Cada vez que tive a oportunidade de conviver mesmo por pouco tempo em locais assim com diversidade de seres, pude ver o carinho dos bovinos, ovinos, equinos com as crias que acabam de nascer, da solidariedade que existe entre eles em atos que não entendemos.

 

Relatei o caso da ave que construiu um ninho na laranjeira do meu quintal e até o pequenino passarinho alçar voos com independência, ficamos reféns dele para passar próximo. É o encanto que vejo nesses nossos irmãos de natureza, cada qual com suas características, suas manias, seus desejos, seus modos de reagir, de sentir, de viver, de conviver, de sobreviver, de reproduzir, de nascer!

As fotos dizem mais que minhas palavras!

Minhas netinhas puderam em quatro dias, vivenciar cenas que jamais esquecerão, e, quantos conhecimentos, quantos ensinamentos, quantas recordações lindas e emocionantes.

 

 

 

 

 

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