Onde estará aquele passarinho azul esverdeado que todas as manhãs, freqüenta meu jardim? Seriam os famosos sanhaços?

Saltitando aqui, acolá, por onde estará neste momento de saudade e recordações?

Na solidão silenciosa, quiçá vai à procura de onde pousar aquele corpinho da cor do céu.

No alto das suas limitações, recupera energias perdidas em tantos e tantos voos, seguindo sua visão fantástica do que ocorre ao redor.

Que coisa mais linda seu modo de saltitar de galho em galho, de girar, de ir em busca de alimentos que apanha também no próprio ar!

Aquele azul pronunciado das penas com reflexos verdes mais parecem as águas flutuantes do mar azul turquesa que circundam o horizonte.

Na vida quase que solitária, estando por entre o arvoredo das matas abertas ou nos capões, mesmo que em pequeninos bandos, vive na captação de frutos, flores, néctar indo depois repousar em seu ninho tal uma taça voltado para o infinito, seria como um pequenino colchão tecido em folhas, musgos e fibras.

Se passarinhos sorrissem, certamente o deles seria como o alegre gargalhar da criançada levada, irreverente e peralta tendo a suavidade dos olhares que extasiam e revelam a suprema aspiração.

Na pulverização do colorido cristalino do infinito, os reflexos azuis de seu corpinho empenado, mais parecem esmeraldas refletidas nos raios do Sol ou nos reflexos da Lua.

Que caiam todas as bênçãos sobre meus passarinhos azuis, e que seus piados continuem fazendo o encanto das nossas vidas.

Como num deslumbramento, aquelas criaturinhas participam de folguedos e em sua garrulice alada e suave, ingressam no círculo da continuidade da raça, percorrendo as alamedas em flor, os campos e bosques, como que em desfile embelezam nosso viver, fazendo com que, vejamos em todas as estações sempre a primavera.

Que encantos são envoltos naquele azul e verde esmeraldino e como brilham soberanos e no alvoroço intenso, compartilhando aureolas fulgurantes. Que venham pequeninos passarinhos cobertos de ternuras em todo alvorecer.

Que continuemos a nos encontrar e na colheita venturosa de cada jornada, aquela constelação longínqua, iluminada e resplandecente nos siga sempre e para sempre.

Voem... voem... livres... pequeninos pássaros azuis esmeraldinos do meu jardim!!!

 

 

 

 

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