Certo dia, caminhando lentamente por entre calçadas quebradiças, uma relva começava a inserir-se por entre as pedras que sustentavam um calçamento fragilizado pelo tempo, pensei naqueles, cujas almas estão também, deterioradas.

Nem imaginei o que no passado ocorrera e, que marcou tanto e tanto pessoas que não conseguiram abandonar posturas bloqueadoras.

Considerarem-se talvez auto suficientes e, por isso, afastaram os que lhes deram as mãos, quando precisaram reerguerem-se do chão.

Distancias afastam pesadelos, superam caprichos, olvidam pensamentos e sonhos irrealizados, até lembranças que deixaram marcas profundas!

Aqueles olhos negros, aquele corpo sensual, deixaram tristezas e saudades imorredouras.

Os beijos dados na despedida, esperam retorno sem que se pense em mais nada, apenas perguntar: onde estará meu grande amor?

Lá tão distante, onde uma luz radiante brilha num céu escuro, quiçá alguém pensa igualmente... onde estará o meu amor, pois desejo ardentemente ter no silencio da madrugada, a resposta almejada.

Esquecer sofrimentos, amarguras, é deixar como os barcos que vagueiam pelos mares e oceanos, tudo ao léo.

Diz a música poética, que somente umas vez ama-se na vida e, que a esperança brilha iluminando caminhos, esquecendo-se a solidão.

Amar não é difícil, é um sentimento divino!

Quem nesse relato espelha-se, saiba que há noites sem rondas, sem procuras, com luares que perdem-se por entre as nuvens preguiçosas, e, mesmo na lentidão, a Lua enamorada não deixa de caminhar pelo espaço.

Amar, é ter paciência na espera do retorno de alguém que partiu, e, quando volta pede desculpas, dizendo... errei, darei a minha vida para caminhar de mãos dadas por entre as calçadas semi destruídas, vamos reformá-la juntando os cacos do nosso viver, unindo-nos com a cola dourada do bem querer.

 

 

 

 

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Pelo EnvioWebaguia

 

Fale com a autora:  lyzcorrea@hotmail.com


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